Avançar para o conteúdo principal

Após crise provocada pela pandemia, setor de eventos retoma crescimento e alcança R$ 75 bi

 

freepik

Foram dois anos e meio de pandemia, que levou a um isolamento social que resultou no cancelamento da maior parte das festas e eventos agendados. As consequências foram devastadoras: várias empresas fecharam as portas, diante do déficit de R$ 230 bilhões do setor em 2020 e 2021. Quem conseguiu sobreviver à pior crise da história, pelo menos para o mercado de eventos, agora pode desfrutar de uma nova realidade. Tudo indica que a crise ficou para trás.

Os números da Associação de Promotores de Eventos (Abrape) comprovam. Segundo a entidade, no ano passado o faturamento alcançou os R$ 75 bilhões e gerou dois milhões de empregos somente entre janeiro e setembro de 2022. Esse desempenho representou um crescimento de 400% em comparação com 2020, quando teve início a pandemia.

“É curioso constatar que o período de isolamento ajudou a despertar novamente nas pessoas o desejo de se encontrarem. Foi um momento trágico, triste, mas que hoje estimula familiares e amigos a retomarem os encontros presenciais e a passarem mais tempos juntos”, avalia Cris Barakat, da casa de eventos Tryboo, de Belo Horizonte. Na avaliação dela, essa tem sido a explicação para que as casas de evento tenham voltado à normalidade desde o ano passado.

De fato, a volta aos hábitos tradicionais antes da pandemia fez com que o setor de eventos alcançasse os 4,32% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, de tudo que o país produziu ao longo de 2022. “Essa é uma percepção que dispensa os números, porque é visível a olho nu. As pessoas claramente promovem ou são convidadas para mais festas e eventos do que há dois anos. A necessidade de atividades presenciais parece ter revigorado quem não aguentava mais os encontros por videoconferências, as aulas online, as lives como uma das poucas formas de entretenimento e toda a monotonia de uma vida excessivamente tecnológica. Os reencontros agora são uma homenagem à própria vida”, avalia.

De olho nisso, Cris Barakat aposta numa performance ainda melhor em 2023. Para a Cris Barakat da Tryboo, a retomada da vida normal e a recuperação de outros setores econômicos do país tendem a estimular a realização de mais eventos. “Após a pandemia, percebemos uma demanda reprimida na área de eventos, então decidimos que seria o momento ideal para investir em encontros festivos, lúdicos e em um espaço acolhedor com atrativos inéditos, e numa região onde a oferta ainda é escassa”, conclui.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Por que vale a pena aderir à energia solar residencial

Créditos: Freepik Para uma parcela cada vez maior da população brasileira, as contas de luz vão se tornando coisa do passado, e que não vão deixar nenhuma saudade. A dependência exclusiva de energia elétrica fornecida pelas concessionárias, como a Eletrobras, a Cemig ou a Enel, já há alguns anos perdeu força para grandes oportunidades de economia e até de bons negócios. O acesso aos painéis solares, inclusive residenciais, garantem energia mais limpa, mais econômica e até mais flexível. Isto porque o consumidor não precisa restringir sua estrutura aos quilowatts que lhes são necessários, mas instalar uma quantidade superior à demanda e repassar o excedente a outras instalações em seu nome, CPF ou CNPJ. Essa ideia vem transformando a maneira como os brasileiros se relacionam com este mercado, impactando inclusive os novos projetos imobiliários. Tanto que os sistemas de energia de matriz solar vêm crescendo exponencialmente em todo o país. Atualmente, existem mais de 2 milhões de painéis...

Recuperação judicial é última chance de salvar empresa antes da falência

  freepik A descoberta de um rombo nas Lojas Americanas em cerca de R$ 20 bilhões, e que semanas depois foi corrigido para R$ 43 bi, colocou todo o mercado em alerta e inicialmente abalou até mesmo as ações de empresas concorrentes, que ficaram sob a suspeita de que também poderiam apresentar inconsistências em seus balanços financeiros. Mas o verdadeiro temor de investidores, clientes, funcionários e fornecedores das Americanas era com o pior: a decretação da falência de uma das gigantes do mercado varejista no país. Para alívio dessas pessoas e da própria empresa, há uma carta na manga que pode ser a salvação da companhia. A recuperação judicial já foi aprovada pela Justiça do Rio de Janeiro e segue os trâmites para homologar um acordo com os credores. “A vantagem das Americanas é que a Lei de Falências ganhou uma nova roupagem a partir de 2020, com a Lei 14.112, e isso abre uma nova possibilidade de escapar do desaparecimento”, pontua Kallyde Macedo, advogado do escritório BLJ D...

Bancos e instituições financeiras são os maiores credores dos brasileiros

  Crédito: Freepik Conviver com as dívidas é um problema que afeta uma parte considerável dos brasileiros. Atualmente, 71,74 milhões de pessoas no país estão inadimplentes com um ou mais credores. Os números, presentes no Mapa Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, foram produzidos pelo órgão de proteção ao crédito, e referem-se ao último mês de agosto. A dívida total chega a R$ 355 bilhões, valor 0,95% maior do que o registrado em julho. A maior parte desse montante (29,29%) foi contraída junto a bancos e serviços de cartão de crédito. Outros 15,3% são de devedores cujos rendimentos estão comprometidos com instituições financeiras. “O problema de ter que encarar as multas e os juros bancários é que eles são simplesmente astronômicos”, admite Bárbara Jennifer Rodrigues Resende, advogada do escritório Montalvão & Souza Lima Advocacia de Negócios. A publicação do Banco Central (BC) -  Estatísticas Monetárias e de Crédito  confirma o cenário. No último mês de...