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69% das pessoas LGBTQIAPN+ preferem comprar produtos de marcas inclusivas no Brasil

 

Joalysson Conrado, proprietário da Jeecler (foto: Rodolfo Duarte)

Dados do Relatório Orgulho LGBTQIA+ 2023 apontam, ainda, que 38% dos heterosexuais ouvidos pela pesquisa também preferem comprar em empresas que se preocupam com a inclusão e representatividade da comunidade

 

Junho é considerado o mês do orgulho. A data representa a luta pelos direitos LGBTQIAPN+ e a defesa da diversidade e inclusão. No dia 28, é celebrado o Dia Internacional do Orgulho e o Brasil possui um dos maiores mercados da comunidade do mundo, com potencial de compra estimado em cerca de 400 bilhões de reais.

 

Sete em cada 10 pessoas LGBTQIA+ preferem comprar de empresas inclusivas, ou seja, marcas que demonstram apoio à diversidade, através de campanhas de marketing com foco na representatividade ou em projetos de impacto social e econômico. A estatística também aponta que cerca de 38% das pessoas heterossexuais que fizeram parte do estudo tendem a comprar de empresas que apoiam as causas. Os dados são do Relatório Orgulho LGBTQIAPN+ 2023.

 

De acordo com Joalysson Conrado, designer de joias, fundador da marca Jeecler e criador da primeira aliança LGBTQIAPN+ do mundo, o mercado da comunidade tem grande potencial e movimenta o varejo nacional nos canais de venda online e offline. “O pink money, nome dado ao poder de compra das pessoas da comunidade LGBTQIAPN+, faz com que as empresas se voltem a esse mercado rico e com potencial. Hoje, muitas empresas fazem ações voltadas ao público, que nem sempre são genuínas”.

 

Segundo o designer, o mercado está mudando. “Os consumidores estão mais atentos aos posicionamentos das marcas, evitando o pink washing, que é justamente essa exploração do mercado sem a real preocupação com a comunidade. A geração Z, por exemplo, é uma das mais atentas a isso, já que a população LGBTQIAPN+ tende a ter um maior poder aquisitivo na sociedade, gerando um grande impacto econômico aqui no Brasil”, diz.

 

Estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas façam parte da comunidade LGBTQIAPN+ no Brasil. De acordo com levantamento da Nielsen, que mapeou o comportamento de consumo da comunidade no país, o gasto médio do público chega a ser 14% maior do que no público heterossexual no Brasil.


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